Crônicas–Clap.

Posted: by vitor arcoverde in Marcadores:
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Uma história gayzinha, que escrevi para @julia_nas . Não tenho o que postar, como o blog é meu, eu vou postar isso e pronto.

- E então, vamos?
- Essa sexta-feira?
- Isso Júlia, essa sexta.
- Está certo então.

            Bilbo estava quase confiante, Júlia parecia corresponder ao afeto. Só o fato dela rir das piadas dele, que eram muito idiotas, já se notava algo recíproco no ar. Bilbo era um rapaz que conhecia um mínimo de mulheres, mas jurava conhecer muito. Júlia era uma mulher, com todas as letras, mas ainda tinha aquela leve timidez de menina. Os dois haviam saído de vários outros relacionamentos, todos com suas particularidades, mas todos iguais.

            A semana correu normalmente, até confessam que o assunto de Sexta-feira nem era corriqueiro em suas cabeças. E quando sexta chegou, tudo ocorreu normalmente. Júlia se arrumou, Bilbo também. Os dois estavam a caminho da sorveteria, Bilbo chegou dez minutos antes, para tentar passar a impressão de cavalheiro. Chegou até a abrir a porta do estabelecimento para ela, quando chegara.

            Conversaram muito, se identificaram. Ela o achou um pouco pré-potente, mas divertido. Ele achou-a divertida, mas um pouco reservada. E a noite terminou, um abraço e um beijo no rosto de até logo. Bilbo se afastou mordiscando os lábios, imaginando que deveria ter feito mais. Júlia se afastou apreensiva, pois imaginara que ele faria mais. Entretanto, os dois perceberam que a noite foi o que deveria ser, ótima, independente das expectativas.

            A próxima sexta estava longe, mas já havia um cinema marcado entre os dois. Dessa vez, a ideia do encontro veio a mente um pouco mais frequente do que na semana passada, mas nada fora do comum. Chegado na sexta, Bilbo teve uma ideia um tanto quanto diferente. No escuro do cinema, Bilbo sussurrou:

- Júlia, eu quero que a decisão seja sua. Quando quiser que eu lhe beije, só precisa estalar os dedos.

             Júlia escutou, mas pareceu estranhar a ideia. Não chegou a sorrir como de costume, continuou a assistir o filme. E Bilbo ficou perplexo, será que ele havia feito algo tão errado? A ideia que lhe parecia tão brilhante, virou uma idiotice infantil em sua opinião.

            Passaram-se trinta minutos, uma hora, duas horas e o filme acabara. Os dois levantaram-se em silêncio, encabulados. Bilbo por imaginar que teria sido descartado, Júlia por se sentir uma megera. Saíram da sala e andaram pelo shopping, andaram sem nem saber o porque de andar, nem para onde. Bilbo falou:

- Vou lhe deixar em casa, tudo bem Júlia? Esboçando um sorriso.
- Tudo bem. Júlia não conseguira encarar-lhe os olhos.

             Ao chegar na porta da casa de Júlia, o silêncio antes indiferente, se tornou constrangedor. E Júlia pareceu tomar folego:

- Bilbo, eu preciso te dizer uma coisa.
- Diga.
- Ao invés de estalar os dedos, eu poderia bater uma palma quando quisesse um beijo?
- Poderia claro, mas porque disso agora?
- Eu fiquei com vergonha de lhe dizer na hora, mas eu não sei estalar os dedos.

                 Júlia Sorriu, Bilbo sorriu.
                 Clapsmack.

 (A onomatopeia é do som de palmas mais um beijo, se é que você é tão burro, e não entendeu.)

5 Coments:

  1. Anônimo says:

    lindo *-*

  1. Renata says:

    *------*

    nossa adorei a historia.
    Parabens :D
    vc devia escrever historias pro blog tbm qndo n tive nada pra posta xD

  1. Cay says:

    Aaah, adorei o Bilbo, mto fofo com a ideia de estralar os dedos *-*

  1. Anônimo says:

    amei. *-* voce escreve muitoooo bem parabens!!!

  1. Anônimo says:

    *------*

    nossa adorei a historia.
    Parabens :D
    vc devia escrever historias pro blog tbm qndo n tive nada pra posta xD [2]